Para o vídeo de hoje, eu fui em diversas festas e conversei com várias garotas e vários caras para entender porque Mulheres não Abordam. No vídeo eu converso com o Marcelo Estrella da Super Boss, além da Ju Domingues e da Hully, para mostrar 3 estratégias comuns das mulheres brasileiras na hora da paquera.

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Afinal, existem mulheres que tomam a iniciativa?

Na verdade sim.

E em diversos graus diferentes, que vão desde a garota que te olhou diferente e se posicionou do lado do cara para ele abordar até a mulher que assume o papel de Protagonista e vai falar com o cara. E ela não precisa chegar de forma direta, declarando interesse logo de cara. Muitas vezes pode ser algo sutil, uma busca de comonalidade, um comentário sobre um ambiente, uma observação engraçada…

Sabe, como nós aqui da SB recomendamos os caras a fazer há anos.

O que eu notei em minhas observações e conversas é a persistência de uma construção social muito forte estabelecendo o homem no papel de caçador. Inclusive quem é aluno do meu curso Energia de Homem sabe que essa construção social se baseia nas diferenças entre energia masculina e feminina.

Se você ainda não viu o EdH, Homens são treinados desde cedo para lutar. Desde os bonecos aos filmes de ação, passando pelas brincadeiras, o universo masculino prioriza a competição aberta. Regras na mesa. Jogo limpo, Honra. Esses conceitos todos são comuns ao homem. Algumas mulheres inclusive consideraram impossivel uma irmandade como o meu grupo de Mastermind acontecer entre mulheres.

O Jogo nos Bastidores

Mulheres recebem uma criação geralmente mais voltada para a sutileza, e isso se combina a uma tendência a nutrir relacionamentos. Vamos lembrar que a mulher tem o aparato biológico para nutrir e formar um ser humano, literalmente sentindo o que não é visível a olho nu. A construão social combinada à tendência genética provocam uma dinâmica interessante. Homens tendem a abordar, enquanto mulheres “jogam o lencinho”. E eu absolutamente não esto dizendo que isso seja ruim, mas essa não é a única dinâmica.

Como no vídeo, mulheres diferente encontram formas diferentes de socializar e se apresentar. Sempre existe um jogo de subcomunicações nos bastidores, e poucos homens têm essa sensibilidade ou sabem como agir quando percebem um convite, mesmo ele sendo até claro. E é aí que mora o problema.

Se a moça não sabe toma a iniciativa e apenas espera uma abordagem, corre o risco de ser abordada por um cara que ela não quer. E se ela não souber como declinar, pode perder tempo precioso. Pior, pode perder oportunidades preciosas. Isso porque um cara que de repente interessa ela pode desistir por ela estar falando com outro homem. Sempre instruo meus alunos a abordar grupos mistos socializando, e se algo tiver rolando entre o suposto casal, sair. É melhor conversar com um casal por dois minutos do que perder uma chance porque a garota está com um amigo. Mas nem todo mundo pensa assim.

Uma Moça Que Não Faz Nada

Duas moças não quiseram aparecer no vídeo, mas os argumentos delas merecem nossa atenção. Uma delas, a Lê, não tem absolutamente paciência para tomar a iniciativa. Ela acha que homens que devem chegar, já que ela se arrumou toda para ficar bonita na festa. Mais interessante, quando está a fim de um cara, ela adota uma face “blasé”, fingindo desinteresse por acreditar que isso atrai o tip o de homem que ela procura. Por um lado, ela está fazendo julgamentos equivocados. Nós também nos arrumamos para sair, oras! Não ficamos horas nos maquiando nem usamos cremes caros no rosto, mas fazemos nossa parte.

Por outro lado, não dá pra julgar muito a Lê. Ela está acostumada a homens a puxarem pelo braço, falarem da altura dela, fazerem brincadeiras sem graça. Ao mesmo tempo, Essa atitude a prende numa dinâmica de só se soltar mais quando um pouco mais alta. Outra coisa que notei também vendo ela interagindo foi o quanto essa estratégia atrai exatamente o tipo de cara do qual ela reclama.

Lembra até alguns alunos meus.

E Uma Que Faz Tudo

No outro extremo do espectro temos a Joyce. Moça inteligente, já passada dos 35 anos, que quando está a fim não tem o menor medo de demonstrar. Joyce aborda mesmo, chega dizendo a que veio e muitas vezes até assusta os caras, pouco acostumados a tanto protagonismo vindo de uma mulher. Isso também não quer dizer que ela vai ficar com o cara imediatamente. Rola um papo, uns filtros, e mais de uma vez a vi desistindo de um cara que “era lindo até abrir a boca, né?”

Por um lado, ela tem mais liberdade que a Lê, e quando os filtros dão certo ela sai toda feliz com o cara da balada. Por outro, ela é cercada pelas barras de outra prisão: o estigma social. Joyce se recusou a gravar comigo e me implorou para que eu não revelasse seu nome ou qualquer detalhe pessoal. Era muito importante para ela não ser identificada, e o motivo é o que mais me surpreendeu.

Ela tem medo de perder o emprego, se souberem no trabalho que ela aborda homens quando quer conhecê-los.

E isso me ajudou a entender Porque Mulheres não tomam a inciativa mais vezes. “Puta” ainda é uma palavra usada em muito mais situações do que o aceitável no século 21, e o prospecto de ser tida como a piranha do grupo ainda aterroriza mulheres.

Uma Solução?

Esse artigo e o vídeo que ele complementa não servem para tornar o mundo mais justo. Mas espero com essas palavras ter ajudado mulheres a entender exatamente em que posição estão nesse espectro, as vantagens e desvantagens de cada estratégia e o que fazer para mudar de abordagem se assim quiserem. Se você mulher não quer abordar um homem, beleza, mas te convido a investigar o motivo.

E aos homens, talvez isso sirva de incentivo para julgar menos e conhecer mais. Você vai encontrar mulehres de todos os tipos saindo de noite, e conhecer as histórias delas vai ser uma aventura. É importante entender quando a garota vai preferir jogar o lencinho, e quando ela vai tomar a iniciativa. E o mais importante é reconhecer e respeitar ambos, e incentivar a liberdade de pensamento e ação.