Em abril eu terminei um dos namoros mais curtos, porém mais intensos da minha vida. A moça era inteligente, questionadora, fazia eu pensar o tempo todo, me perguntar, me melhorar. E também tinha um talento pro carinho que é raro, um sorriso que levanta qualquer dia e um humor meio ardido, gostoso de compartilhar.

E ver ela dançando… deixa quieto isso.

Seguindo o exemplo do meu bro Felipe Abreu eu resolvi tirar uns dias essa semana para pensar nisso. É o que todo mundo recomenda NÃO FAZER, né? “Você vai ter uma recaída, vai ficar mal, vai querer voltar”, foi o que disseram ao ouvir que eu tava pensando nessa história.

Mas não é esse o ponto, o ponto é que essa história foi sensacional do início ao fim. A gente sempre se respeitou, e eu sentia um sorriso dentro da alma não só perto dela, mas quando estava chegando, quando estava saindo, e no geral. Ela me ensinou muito, e eu imagino que a tenha ajudado bastante também. Mostrei mais de uma vez que as dificuldades dela não me faziam amá-la menos, muito pelo contrário, cada parte que ela achava não tão bonita me mostrava o quanto era lindo estar com uma pessoa tão humana.

Mas o CAOS e sua manifestação mais poderosa, o tempo, têm essas armações pra gente. Com o tempo eu fui priorizando outras coisas, comecei a não ter tanto tempo, alguma coisa foi mudando em mim… E nela também.

O amor não acabou, mudou de forma. Conversamos, decidimos, não estávamos exatamente felizes com o fim, mas sabíamos que foi o melhor pros dois. Ela continuou a vida dela, eu a minha.

Se fala muito pouco sobre o valor, o aprendizado, a jornada de uma relação. A gente tem essa mania boba de achar que só dá certo se está dando certo agora, com o casal casado, feliz, com um filho e um animal numa casa na Urca.

Eu agradeço a cada dia que passei com essa mulher, cada lição, cada emoção, cada dança, cada beijo, cada sexo, cada livro, cada insight, cada café da manhã, almoço e jantar, cada conversa, cada risada.

(By the way, quem vcs acham que me deu O Guia do Austronauta pra se dar bem na Terra, o Caminho Jedi, o Pense Como um Freak e o Antifrágil? É, it’s THAT kind of girl )

Porque ela moldou um pouco do que eu fui e sou. E foi uma viagem incrível.

Se vamos voltar a ter contato ou ser amigos, não sei, e não tenho pressa de saber. Isso aqui não é pra ela, é pra você me lendo agora.

Você está num relacionamento? Está feliz? Está APRENDENDO com ele? E o que passou, deixou uma marca positiva em você?

Pra Ela, só posso torcer muito pro imprevisível continuar mandando coisas boas no caminho dela. Não torço nem pra ela ser feliz, eu SEI que ela vai ser. I don’t date regular girls, e a moça é Boss demais.

Foi ótimo, e me faz feliz olhar pra trás. Espero que você que está lendo um dia possa falar isso de um relacionamento seu. Tipo, sério, é uma coisa que eu desejo pra todo mundo.

Até porque existem mil formas de amar.

Fim de Namoro: Fracasso Ou Progresso
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