Uma História Comum

Um rapaz e seus amigos saem para se divertir… Dançar, beber algo juntos, conversar sobre o trabalho ou um campeonato de esportes, extravasar e apenas darem boas risadas uns dos outros. A noite está ótima, o clima está bom, até que de repente o rapaz em questão avista distraidamente, ainda rindo da última piada de um dos amigos em seu grupo, um trio de belas mulheres e, quase automaticamente sente que não consegue, ou melhor, não quer tirar os seus olhos de uma das belas moças.

À essa altura, o grupo de amigos já notou os olhares intencionados e incentivam o rapaz a tomar uma atitude, ir falar com as moças. Este, por sua vez, quer muito ir até elas, mas ao mesmo tempo sente o coração pulsar forte, as mãos suarem frio e a mente disparar com pensamentos como “E se ela não me achar legal?”, “E se ela me ignorar?”, “E se as amigas dela não gostarem de mim?”… Tantos “E se”que o nosso jovem começa a sentir uma pressão em seu peito, um peso, que simplesmente o impede de começar a caminhar, fazendo com que o mesmo não dê um passo sequer.

Isso Já Aconteceu Com VOCÊ?

Você já se viu nesta situação? Ou em alguma situação semelhante à da ilustração? Creio que todos nós, homens, já passamos por experiências como esta, ao menos uma vez. Então, meu caro leitor, o convido neste momento a realizar uma análise, vem comigo.

Qual seria o efeito de uma possível rejeição ao rapaz da nossa pequena história por parte de uma das meninas por quem ele se interessou? Ou podemos trazer o questionamento para o seu caso, talvez o meu: O que acontece conosco ao sermos “rejeitados”por alguma pessoa com quem tentamos interagir?

Se você parar para pensar sobre o que ocorre de verdade contigo numa ocasião assim, vai perceber que não perde, literalmente, nada. Nenhum pedaço do seu corpo é arrancado. Você não sai machucado nem sangrando por ter ido dizer oi à uma pessoa. Na verdade na grande maioria das vezes o outro nem o encosta.

Sua roupa continua limpa. Seus pertences ainda estão lá, o dinheiro na carteira, o relógio no pulso, o penteado “no lugar”. Nossa vida continua exatamente do mesmo jeito que se encontrava antes de irmos até aquela pessoa. Mantemosas mesmas metas, e ainda temos nossa casa pra voltar.

Um Mundo de Mentira Dentro de Você

O que acontece então é que sua mente cria uma interpretação da realidade para te preservar do perigo, que acaba te atrapalhando, devido à ela estar ligada à emoções primárias com o papel de nos manter vivos e por isso evitando o desconhecido. Por exemplo, aquele receio do que vão pensar de nós, ou seja, a emoção para preservar nossa vida aí é o medo.

Mas a boa notícia é que estas interpretações estão apenas na sua mente e não são a realidade da situação. Eckhart Tolle, autor de “O Poder do Agora” diz: ‘’Você tem preocupações? Tem muitos pensamentos do tipo “e se”? […]a mente, que está se projetando num futuro imaginário e criando o medo. Não há como enfrentar tal tipo de situação, porque ela não existe. É um fantasma mental. Você pode parar[…] aceitando simplesmente o momento presente. Perceba a sua respiração. Sinta o ar entrando e saindo do seu corpo.’’(Tolle, 2002).

Somos capazes de escolher como queremos interpretar as nossas experiências. Como? Questionando e racionalizando, em outras palavras, pensando de forma lógica os sentimentos e pensamentos que surgem na nossa cabeça durante as novas experiências. A rejeição, não passa de um mero rótulo mental que não é a situação real. Rompa-o.

Reflita mais sobre o tema no vídeo: