O Pior “Inimigo” Mora em Casa

Dois grandes amigos meus estão sofrendo muito por um motivo que pode estar afetando muitos dos jovens dos 16 aos 36 anos. Na verdade, essa é uma pergunta bem recorrente nas minhas redes sociais e que sempre aparece no Youtube também.

Seus parentes mais próximos (geralmente seu pai ou sua mãe) estão se metendo DEMAIS na sua vida e às vezes parece que eles querem te segurar no lugar, pra você não ir atrás do que quer…

São aquelas pequenas sabotagens, sabe? A torcida de nariz quando você fala dos seus planos e sonhos. “Quando você vai prestar concurso?” A promessa (e o esforço inútil para tentar parecer sincero) de apoio incondicional. 

Entenda Que Essa Pessoa TE AMA

Por favor, entenda e aceite de uma vez que exceto em raríssimas exceções, seus pais não vão te apoiar incondicionalmente. E se você tivesse talento pros números e resolvesse ser gerente financeiro da boca de fumo? Seu pai tem obrigação de apoiar isso? Essa tentativa de te proteger está enraizada com força no DNA deles.

E como toda mamãe que se preze e não leu Antifrágil, eles não querem ver os bebezinhos deles sofrendo… Eu passo por isso quando deixo meu filho com a avó dele. Parece que o garoto DESAPRENDE a vestir uma roupa…

Mas lembre-se, sua mãe quer o seu bem, sempre. Acontece que a geração dela foi treinada para buscar o tal do “bem” no conforto, na estabilidade profissional, nos benefícios, no financiamento para pagar a casa em 20 anos. Enquanto isso, nós pré-30 (faço 29 semana que vem) nem sabemos se queremos morar no mesmo continente a vida inteira.

É Hora de Colocar “A Conversa” Em Pauta

O combate parece inevitável, mas nao é. O confronto de realidade, esse sim vai ser necessário. Para isso, um primeiro passo seria ler pelo menos um resumo do “Conversas Cruciais”, do Kerry Patterson.  Vai por mim, ele vai ser útil, porque em algum momento você vai precisar ter “A Conversa” com ela.

E essa conversa pode ser “olha, mãe, eu te amo, vamos achar um jeito de nós duas estarmos felizes e cuidar uma da outra para irmos juntas pra frente”…

Ou então “olha, cara, eu te amo. Você virou meu padastro, entrou na minha vida e cuidou bem da minha mãe, obrigado. Mas pára de tentar me segurar para eu me adequar aos seus padrões e desejos. Eu não vou ser uma porra de um contador. Pára de me sabotar ou passo por cima de você como um trem expresso…”

Como diz um mentor meu (sim, tio Gary Vaynerchuck), um dos dois lados está certo: ou você ou seus pais deprimidos que não conseguiram alcançar o que queriam nas vidas deles e querem projetar os próprios sonhos na sua. E só existe um jeito de descobrir quem está certo: parar as apostas e botar as cartas na mesa.

Mas debater isso com eles (ou pior, com você mesmo) por anos é um lugar muito deprimente para se estar.

 

Ahh, você quer ajudar a criar o meu mais novo conteúdo e ainda fazer um vídeo exclusivo? Dá uma olhada aqui embaixo: